Por que investir em autoconhecimento?

Por que investir em autoconhecimento?


Já somamos 13 anos como empreendedores e muitos desafios desde o início da nossa empreitada com o primeiro negócio. Sempre fui uma líder desde a escola, me destacava por conseguir mobilizar as pessoas e dar voz aos grupos. No mundo empresarial esse meu ego cresceu ainda mais, entretanto, com o tempo percebi que precisava melhorar e muito minhas atitudes relativas às pessoas e ao negócio.

 

A visão que tinha sobre a minha pessoa, também conhecida como autoestima, era positiva demais e não que tivesse que ser negativa, mas precisava ser mais realista, porque somente assim a maturidade se tornaria palpável e eu conseguiria atingir o potencial de evolução que almejo. Ou seja, a caminhada pelo autoconhecimento é árdua, nem sempre é rodeada de flores, às vezes dói e muito, mas se torna necessária de acordo com que as demandas chegam às nossas vidas e nos revelam que para ultrapassar determinados obstáculos precisamos entender mais da nossa capacidade.

 

E não existe um fim nessa busca, o que parece existir é uma necessidade constante.

 

Acredite, descobri vivenciando um workshop que era uma líder autocrática, quando acreditava e me via como uma líder democrática e carismática. E na realidade penso que nos tempos de faculdade era mais fácil ser assim, lógico que existiam as desvantagens, dentre elas, a demora para tomar decisões por abrir muitos parâmetros para discussão, o fato de esperar o outro ser proativo e avançar nas atividades de  maneira autônoma e na verdade não são todas as pessoas que possuem essa maturidade.

 

E quando me percebi como líder autocrática, pulso firme demais, que sim, trazia benefícios como gerir com rapidez, controlar processos, acelerar a produtividade da equipe, mas que por outro lado poderia ser vista como ditadora, meu mundo deu uma balançada. Porque não era assim que eu queria conquistar o apoio da nossa equipe, não é que eu quisesse ou queira ser idolatrada, entretanto, eu busco ser respeitada e sempre desejei gerar vínculos transparentes e motivadores. Já o meu marido-sócio, além de excelente mobilizador é também um líder carismático e muito democrático, o que às vezes gera até um transtorno ou outro na nossa relação profissional,mas que por outro lado agrega equilíbrio. E com ele aprendo muito e muito mais aberta estou hoje porque tenho buscado percorrer essa linha de auto-observação.

 

Com o autoconhecimento que tenho adquirido com o tempo e principalmente, nesse seminário que me serviu como divisor de águas, percebi que a maneira como realizava minhas rotinas e como lidava com a equipe realmente era excessivamente controladora e isso me fez ver como eu inibia a atitude dos colaboradores. Porque eles contribuíam pouco com ideias e muitas vezes a produção caia quando não estava ali com o olho em cima. E algo que pesou muito e que me trouxe esse rótulo que me entristeceu por um tempo foi entender que agir daquela maneira era um dos maiores motivos pelos qual me sentia tão cansada e sobrecarregada. Algo que eu mesma causava e arcava com as consequências. E que ainda exige que eu me policie para não regredir nas atitudes.

 

Portanto, mais do que nunca digo aos amigos empreendedores: autoconhecimento é uma das chaves do sucesso. Vestir a carapuça, sim, isso pode ajudar no nosso senso de autocrítica e na busca pela compreensão do nosso perfil enquanto ser humano e profissional. Não vejo outra maneira se não a de nos abrirmos, nos desfolharmos de conceitos solidificados e de posturas enraizadas e duras para não só evoluirmos, mas nos metamorfosearmos. É o legado do mineiro Rubem Alves que era escritor, psicanalista, teólogo e educador, para nós: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”.

 

E não é fácil assumir defeitos, pelo menos pra eu não. Já relutei muito, porém hoje repenso, tento evitar as justificativas, mas é claro que nem sempre eu consigo e aí me abro para as farpas e as palavras que descem quentes pelos meus ouvidos. Abro-me para mentores, marido, irmãs, amigos e confidentes, meu terapeuta, porque consegui entender que ter acesso apenas a elogios e aos meus pares me traz mais estagnação e menos reflexão. Sabe aquele sapo que a gente não quer engolir, pois é, muitas vezes é desse engodo que precisamos para nos tornarmos mais realistas com os nossos posicionamentos e aumentar a nossa autocrítica, que penso eu, nunca é demais.

 

Então, venho trabalhando minha maneira de liderar, assumindo meus erros, repensando atitudes, reelaborando comportamentos e também sem colecionar rótulos permanentes, quero mesmo viver esse estágio de metamorfose, ser capaz de mudar e absorver coisas novas sempre. Ser uma líder coach, que identifica competências e habilidades, ao mesmo tempo em que democraticamente permito a equipe que participe dos processos e com aquela pitada autocrática de acompanhar as resenhas do nosso negócio. Quero ser reconhecida como uma líder técnica que conhece todos os pontos das empresas sim e também motivadora, que anima e que abraça cada colaborador, sempre grata porque vestem a camisa.

 

E você? É líder ou colaborador? Ou é só autônomo? Você já parou para pensar aí na sua caminhada e nos seus resultados? E não falo aqui de grana e produtividade, mas falo sobre realização. Você tem dúvidas, percebe algumas questões que não são legais ou são passíveis de melhora ou reformulação?

 

Não perca tempo camarada, busque dentro de você as respostas ou os pontos de mudanças, nós não precisamos dar conta de tudo e muito menos nos sentirmos sozinhos. Existem profissionais, técnicas de autoconhecimento e a cada dia surgem novas discussões que podem colaborar para o nosso progresso interior, para a possibilidade de uma metamorfose com a qual possamos acolher os nossos defeitos e ansiedades no sentido de caminharmos tranquilamente com os mesmos.

 

Talvez sejam questões que se pensadas possam ser luz para você que se vê nesse momento, ou que vê alguém carecendo de ajuda. O mundo empresarial é repleto de desafios, questões que muitas vezes nos arrastam em comportamentos abusivos contra nós mesmos, situações que nos colocam entre a cruz e a espada, mas que podem nos fortalecer como seres humanos mais resolvidos, principalmente se mais autoconscientes. Assim ampliamos a nossa capacidade de desenvolver uma autoimagem mais realista e menos fantasiosa.

 

Porque hoje reconheço que essa cura interior que tanto ouço falar tem mais haver com a capacidade de abraçar os meus limites e as minhas dificuldades. Essa transformação que muitos buscam talvez tenha mais haver com a aceitação do que é mais complexo em nós. Agora, deixo com você duas reflexões: você consegue avaliar o que é mais importante para você nesse momento? E consegue [email protected] compreender o quão [email protected] você acha que está para mergulhar em suas complexidades em busca de autoconhecimento?

 

Enfim, tenho consciência que vivenciar o autoconhecimento é a melhor maneira de direcionar os esforços das minhas ações ao mesmo tempo em que reflito sobre as coisas em que acredito. Aprendo a cada dia que autoconhecimento se trata de um investimento que não está suscetível a desvalorização ou riscos. Por isso, desejo a você mais do que sucesso, desejo que invista em algo que não lhe proporcionará prejuízos, apenas ganhos. Que você mergulhe profundamente em si e que encontre as respostas que talvez façam a diferença na sua vida.

 

...................

 

Se curtir, comente e compartilhe! Obrigada.

 

Ariane Galdino, jornalista, escritora, empreendedora e curadora do blog. - 12/02/2021

Comentários


Adriana

Arrasou !!
Me fez pensar em mim mesma .

13/02/2021 04:13

Crisjoias

Que bom Adriana, fico feliz em colaborar com as suas reflexões. Agradeço seu comentário!

15/02/2021 14:50

Líliam

Excelente reflexão!

13/02/2021 11:44

Crisjoias

Obrigada Líliam pelo seu apoio!

15/02/2021 14:50

Letícia

Arrasou, Ari! Autoconhecimento é o caminho!

13/02/2021 16:15

Crisjoias

Obrigada Let's, com certeza. que possamos nos permitir não é verdade?!

15/02/2021 14:50

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